terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A CULPA É DE QUEM ? DOS GESTORES DOS POLITICOS OU DA POPULAÇÃO QUE ESTAR SEGA ! LAURO DE FREITAS. Recente declaração do atual prefeito de Lauro de Freitas que a culpa por poluir a Lagoa é da própria população, teço aqui as minhas considerações por meio das quais não pude confrontar devido ao monopólio de fala, comum aos programas de rádio tal subservientes à personalidade das autoridades públicas: 1- É estarrecedor imaginar que um prefeito, por pessoas sem capacidade de compreensão administrativa ou por cumplicidade com os maiores poluidores do meio-ambiente em nossa região, não consiga observar que aqueles que mais trazem impurezas tóxicas em quantidade e em periculosidade são as próprias empresas às quais ele mesmo cedeu licença ambiental para funcionamento e que têm sido quase nada fiscalizadas pelas autoridades que se dizem competentes em sua gestão. 2- É inconcebível, através de tal falácia, a prefeitura isentar-se de tal responsabilidade pela preservação da Lagoa localizada na associação portão do sol em " BURAQUINHO " por meio do argumento que isso se deve aos costumes da população sabendo que, mesmo que essa estultícia fosse verdadeira, a sua gestão também é responsável por educação e fiscalização pelo controle dos resíduos. Deixarei algumas hipóteses nas quais tenho me concentrado e tenho estudado desde que comecei a notar a inoperância de nossos gestores em assumir o discurso sobre o respeito ao nosso meio-ambiente. Primeiro, a incompetência das gestões de equilibrar as contas com os vultuosos recursos que controlam faz com que tais prefeitos (assim como o atual) cedam privilégios às grandes empresas poluidoras. Segundo, como privilégios, entenda-se a diminuição de regulações e de proteções ao meio-ambiente. Terceiro, toda fala sobre responsabilidade socioambiental investida nos discursos políticos pré-eleitorais não são valorizados por si mesmos, mas como recursos estratégicos para melhorar o desempenho nas urnas. Quarto, como “doações” corporativas abastecem o sistema político em nossa região, elas acabam por influenciar a própria gestão (cúmplice por aceitar tal negociação). Quinto e o mais lamentável, cada custo que as empresas poluidoras conseguem descarregar na população usuária da Lagoa torna-se um benefício para si mesmas como um trajeto direto ao lucro, embora seja um malefício sem precedentes à saúde da população que depende dessa própria lagoa. Será que os gestores do nosso município são desprovidos de inteligencia em relação ao fato de que a poluição da Lagoa também atenta contra a saúde dos próprios cidadãos e de que esse custo volta às contas públicas em relação aos tratamentos de saúde? Presumo que os gestores fingem não enxergar as consequências de tais problemas. Por um lado, os políticos anteriores que assumiram o cargo na prefeitura (assim como o atual) evitam associar problemas de escoamento sanitário com a saúde da população porque assim conseguem alimentar sua gestão por duas verbas paralelas: a da indústria dos dejetos e a da indústria da saúde. Por outro lado, tais gestores, mesmo sabendo das consequências inevitáveis para a saúde da população e dos gastos públicos futuros por causa disso, preferem arrolar os malefícios para próximas gestões. Não se deixe enganar por falsos discursos eleitorais antes da posse ou por falsas verdades evocadas no momento em que próximo prefeito senta em sua cadeira investigue-os.. Estude-os !

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